quinta-feira, 28 de março de 2013

Reduzindo incertezas – dois cenários para o Brasil 2013-2014

Como será a economia brasileira nos próximos dois anos? Recuperaremos o dinamismo, voltaremos a crescer a taxas mais robustas e a gerar mais oportunidades ou repetiremos a trajetória de crescimento baixo de 2011-2012?
 

Esta incerteza –que esteve no centro do debate entre economistas, políticos e formadores de opinião no último trimestre de 2012– se acirrou após o anúncio do crescimento do PIB do 3º trimestre do ano passado, sendo o elemento chave em que se baseiam nossos cenários futuros. Com o objetivo de dar orientações e guiar análises e decisões, projetamos dois cenários para o próximo biênio. No mais pessimista, o PIB mantém uma trajetória de baixo crescimento, em torno de 2,0%, em 2013, e 2,5%, em 2014. Pela previsão mais otimista, o PIB cresce em torno de 3,5% em 2013 e 4,0%, em 2014, embora persistam inflação alta e forte apetite tributário.

 
 
O melhor cenário: retomada de crescimento
 
Neste cenário a conjuntura internacional melhora e os riscos diminuem. Os Estados Unidos solucionam o “abismo fiscal”, acertam uma trajetória de redução do déficit público de longo prazo e mantêm um crescimento entre 2 e 2,5%. A China cresce mais que em 2011. A Europa mantém baixo crescimento, mas os países em maior dificuldade começam a superar a fase mais aguda da sua crise. A expansão global alcança os 3,5% em 2013 e pode chegar a 4% em 2014.
 
No Brasil, o consumo continua forte. Os estímulos governamentais começam a surtir efeito, seja na redução de alguns custos, seja na aceleração dos grandes programas de investimento – rodovias, ferrovias, energia, logística e obras para a Copa do Mundo. Com tudo isso, e também por conta dos juros que permanecem baixos, cria-se um ambiente favorável à recuperação da indústria de transformação, extrativa e da construção civil. Ademais, os programas de concessão e privatização em vários setores da economia deslancham e aceleram progressivamente. E o agronegócio permanece dinâmico.
 
Neste contexto, a confiança dos empresários vai sendo retomada e a taxa de investimento expande, de início moderadamente mas acelerando para mais que 5% ao ano.
 
Como consequência, o PIB cresce em torno de 3,5% em 2013 e 4,0% em 2014, com taxas de desemprego inferiores a 5%. Dois problemas, contudo, persistem: a taxa de inflação –que permanece acima da meta e é a mais alta entre os emergentes– e a carga tributária elevada.
 
 
O cenário adverso: inércia e baixo dinamismo
 
A conjuntura internacional não apresenta nenhuma ruptura ou evento extremo (como o fim do euro, por exemplo), mas continua complicada e com elevado nível de incerteza. Os Estados Unidos só conseguem alcançar uma solução precária e transitória para o “abismo fiscal”, o que inibe o investimento privado e deprime as taxas de seu crescimento para níveis abaixo de 2% ao ano. A China reduz um pouco mais seu crescimento, para um patamar em torno de 7% a 7,5% ao ano e a Europa, como um todo, mantém-se estagnada com a persistência da crise em boa parte dos países da Zona do Euro. A expansão global não ultrapassa os 3,0%, em 2013, e chega no máximo a 3,5%, em 2014.
 
No Brasil, o modelo de crescimento baseado na expansão do consumo dá sinais de esgotamento, inclusive por conta do elevado endividamento das famílias. Ao mesmo tempo, os estímulos governamentais demoram a produzir efeito, mesmo nos grandes programas de investimento. Apesar dos juros baixos e a inflação sob controle, a aversão ao risco permanece e reduz a propensão ao investimento. Isto afeta, inclusive, a realização dos programas de concessão e privatização da infraestrutura, que evoluem abaixo da expectativa inicial. Consequentemente, a recuperação da indústria como um todo é tímida. O agronegócio permanece dinâmico, mas os gargalos logísticos e burocráticos reduzem sua competitividadeNeste cenário, a economia brasileira perde atratividade em relação aos demais emergentes e aos seus vizinhos mais dinâmicos da América Latina: México, Chile, Peru e Colômbia. Como consequência, o PIB mantém uma trajetória de baixo crescimento, dentro da faixa de 2011-2012: cresce em torno de 2,0% em 2013 e 2,5% em 2014, com taxas de desemprego entre 5 e 6%. A taxa de inflação permanece acima da meta, é a mais alta entre os emergentes; e a carga tributária mantém-se elevada.
 
 
Comparando e avaliando os dois cenários
 
 
Na comparação da evolução do PIB brasileiro em 2011 e 2012 (estimativa) e nos dois cenários para 2013-2014, as bandas superior e inferior estão dentro da média dos prognósticos respectivamente mais otimistas e pessimistas entre os hoje predominantes no mercado. E por fim, um cenário plausível é um misto de ambas projeções: crescimento mais baixo em 2013 e mais elevado em 2014, fruto do amadurecimento dos efeitos dos estímulos governamentais e de uma redução do endividamento e inadimplência das famílias.
 
 
As melhores alternativas de investimento
 
Em qualquer um dos dois cenários –em um mundo cujo motor econômico reside no binômio conhecimento/inovação - a educação é um investimento obrigatório, seja de pessoas, seja das empresas. Tanto a educação regular e profissional dos mais jovens, como as especializações e aperfeiçoamentos dos que já estão no mercado são essenciais para a produtividade e empregabilidade. Nas empresas, programas de educação corporativa tendem a dar um bom retorno e o risco é muito baixo.
 
Para as famílias, habitação e planos de saúde e previdência são as alternativas de investimento mais racionais em médio e longo prazos, independentemente dos cenários. E para aqueles que dispõem de mais possibilidades financeiras, há um vasto leque de produtos financeiros no mercado, com destaque para as ações da bolsa, relativamente baratas, surgindo como um investimento atraente para pessoas com maior propensão ao risco.
 
Com o aumento da volatilidade e das incertezas é recomendável às empresas fazerem investimentos no sentido de aumentar sua capacidade de antecipação e resiliência, incluindo ajustes competitivos em produtos, serviços, modelos de negócios, eficácia operacional e qualidade da gestão.
 
Já os grandes investidores devem preparar-se, com antecedência, para aproveitar as múltiplas oportunidades em infraestrutura e energia, certamente nossa mais expressiva fronteira de expansão. Há uma incerteza de quando esta oportunidade se materializará em grande escala, mas é certo que ocorrerá ainda nesta década.
 
Com uma visão mais larga, as incertezas podem ser reduzidas e melhor administradas.
 
 
Por Claudio Porto, presidente da Macroplan Prospectiva, Estratégia & Gestão.
 
Fonte: Portal HSM
28/03/2013

quarta-feira, 27 de março de 2013

Harvard: sim, você pode

Fazer uma pós-graduação na mais antiga e cobiçada universidade dos Estados Unidos, onde estudaram o atual presidente norte-americano Barack Obama e o gênio nerd do Facebook, Mark Zuckerberg: é difícil, mas é possível




Em 1636 nascia, em Cambridge, a New College, primeira escola de ensino superior dos Estados Unidos. Batizada em 1639 como Harvard College, tornou-se a Harvard University em 1780 e é, hoje, uma das mais respeitadas instituições do mundo. Por lá passaram vários ex-presidentes norte-americanos, como Franklin Roosevelt, John F. Kennedy e George W. Bush. Além desses, a universidade recebeu ainda o atual mandatário do país, Barack Obama, e os gênios nerds Bill Gates (Microsofot) e Mark Zuckerberg (Facebook).
 
Com tanta história e uma galeria de ex-alunos ilustres bem extensa, a Universidade de Harvard só poderia ser, também, a mais cobiçada por estudantes do mundo todo, inclusive do Brasil. Atualmente, 64 brasileiros estão matriculados na instituição, todos em cursos de pós-graduação, sendo que a maior parte deles estuda na escola de negócios, a Harvard Business School.
 
Pelo pequeno número de brasileiros matriculados - em um universo de cerca de 20 mil alunos - dá para perceber que conseguir uma vaga na instituição não é das tarefas mais fáceis. Segundo o jornal americano Wall Street Journal, até o magnata Warren Buffett foi rejeitado por Harvard. Entretanto, se tem gente que conseguiu, pode até ser difícil, mas não é impossível. Então, como conseguir entrar lá?
 
 
 
 
"É um grande desafio, mas dá para chegar lá", afirma o brasileiro Pedro Henrique de Cristo, aluno do Mestrado em Políticas Públicas de Harvard. O caminho até a universidade norte-americana foi árduo, conta o estudante. Mas, com um bom histórico escolar e acadêmico e boas experiências, conseguiu atingir seu objetivo.
 
"É um grande desafio, mas dá para chegar lá", afirma brasileiro que conseguiu.
 
"Pesquisei tudo que eu precisaria fazer para entrar em Harvard e decidi correr atrás. Eu tinha boas notas no colégio e na faculdade. Daí, consegui as cartas de recomendação e fui fazer as provas. Lá, tive um bom aproveitamento, o que me deixou confiante. Mas, mesmo assim, fiquei pensando: fazer mestrado em Harvard? Tem tanta gente que terminou a graduação por lá, o pessoal de Princeton, de Columbia, gente do mundo inteiro", conta Pedro.
 
 
Como entrar
 
Dificilmente, aqui no Brasil, um menino de 12 anos planejaria estudar em Harvard. Mesmo assim, para conseguir uma vaga na cobiçada universidade, é preciso ser bom desde cedo. O currículo acadêmico não basta, na hora de batalhar por uma vaga em algum dos programas de pós-graduação da instituição. Ter boas notas no histórico escolar pode fazer a diferença.
 
Ter sido um bom aluno, no entanto, é apenas um dos mais básicos pré-requisitos. Nas seleções são exigidos diversos testes, que vão avaliar desde a fluência do estudante postulante no idioma inglês até as aptidões dele para a área de negócios.
 
"É preciso ter boas notas, fazer as provas do TOEFL, GMAT e GRE, apresentar cartas de recomendação de três pessoas que conheçam seu trabalho. Além disso, você tem de escrever três redações e ter um currículo profissional coerente com aquilo que quer cursar lá", explica Pedro.
 
 
Como permanecer
 
No fim das contas, entrar em Harvard é o mais fácil. Manter-se por lá que é complicado. O primeiro ponto, onde muita gente esbarra, é o financeiro. Estudar em Harvard não é nada barato. Então, se você não é rico (bem rico!), mas, mesmo assim, pensa em tentar uma vaga, apresse-se em batalhar por uma bolsa de estudos.
 
A despesa anual em Harvard não sai por menos de US$ 45 mil, segundo informações contidas no site do David Rockefeller Center for Latin American Studies (DRCLAS), centro de estudos de Harvard que mantém um escritório no Brasil.
 
No caso do estudante Pedro Henrique, a despesa total dos dois anos no mestrado será de US$ 140 mil, valor que não dá para cobrir somente com a bolsa que ele conquistou. "Eu consegui bolsa integral da Harvard e também da Fundação Estudar, mas, mesmo assim, tive de trabalhar de professor assistente e pesquisador assistente para fechar as contas", afirma Pedro.
 
O esforço, no entanto, vale a pena. Ter Harvard no currículo, sem dúvidas, será sempre um grande diferencial. Conhecida por sua diversidade, a universidade é um espaço extremamente fértil para a profusão de ideias e, por isso, um importante instrumento na formação de grandes profissionais, capazes de pensar diferente. Então, vá em frente. Afinal, não há sonho impossível para quem está disposto a lutar para realizá-lo.
 
Quais são e como funcionam os testes exigidos para entrar em Harvard?
 
 
TOEFL
 
O Test of English as a Foreign Language (em português, Teste de Inglês como uma Língua Estrangeira) é utilizado para avaliar a habilidade do estudante no idioma. A prova é feita ainda no Brasil e a aprovação nela é pré-requisito para admissão na maioria das universidades de países de língua inglesa.
 
 
 
GMAT
 
O Graduate Management Admission Test (em português, Exame de Admissão para Graduados em Administração) é um exame com questões matemáticas e de língua inglesa utilizado para medir as aptidões do estudante na área de negócios.
 
 
 
GRE
 
O Graduate Record Examination é utilizado para avaliar as competências adquiridas ao longo da vida pelo estudante e não tem vínculo com uma área específica de conhecimento. Nele são consideradas variáveis como raciocínio verbal, raciocínio quantitativo e habilidades na escrita. O teste foi criado e é administrado pela Educational Testing Service, que também é responsável pelo TOEFL.



Para saber mais sobre os programas de financiamento oferecidos pela própria universidade de Harvard, visite o site:

 
 
Fonte: Portal Administradores
27/03/2013

Profissional de Administração, participe da RBA

Você faz a diferença no seu tempo livre? Conte sua história para a RBA

A RBA lançou seu novo conteúdo gráfico e editorial e uma das novidades da revista foi a seção “Desafio do Ócio”. Na primeira edição de 2013 tivemos a participação do Administrador Aurélio Rocha - que viu a mensagem no facebook em que estávamos selecionamento profissional de Administração para participar da matéria. Ele mandou sua história, que foi a escolhida para estrear a seção.
 
A proposta é trazer histórias de profissionais de Administração que realizam atividades interessantes nas suas horas livres aplicando as técnicas de administração.
 
Você tem uma boa história para contar? Compartilhe conosco! Para participar da seção é preciso ser Administrador ou Tecnólogo na área da Administração e ter o registro profissional no CRA. Envie um e-mail até o dia 26/03 às 12h para cfaadm@gmail.com contando o que você faz nas horas livres.
 
Os e-mails serão analisados e o profissional de Administração com a história mais interessante que demonstre bem as táticas de estratégia da Administração participará da seção “Desafio do Ócio”.
 
Realiza trabalhos voluntários na área da Administração, usa as técnicas da Administração para cozinhar nas horas livres ou participa de corridas de rua ou outras competições esportivas, “empresta” seus conhecimentos em para ajudar alguma comunidade, associação ou entidade, pratica e incentiva alguma atitude sustentável no seu local de trabalho ou em casa? Essas e outras histórias legais podem ser contadas na RBA
 
Participe! Profissional de Administração, contamos com a sua contribuição!
 
 
Fonte: Conselho Federal de Administração - CFA
27/03/2013
       

Oportunidade de Qualificação - Curso de Vendas


segunda-feira, 25 de março de 2013

Resultado Final - Seleção de Monitores 2013/1 - Curso de Bacharelado em Administração

A Coordenação de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação e o Colegiado do Curso de Administração da Fundação Carmelitana Mário Palmério – FUCAMP, divulgaram o Resultado Final da Seleção de Monitores do Curso de Bacharelado em Administração.
 
A relação dos alunos selecionados pode ser consultada, clicando na imagem abaixo.